Marcelo Silva - Provocações filosóficas



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Discussões contábeis e tributárias salpicadas com matéria filosófica.
Veja um exemplo em "DESIMPORTÂNCIA CONTÁBIL: UMA VERDADE INCONVENIENTE":

"Ao descrever sobre o pensamento “livre” o filósofo Bertrand Russel assinala que este é realmente livre quando exposto a uma competição liberada entre opiniões, ou seja, quando todas as opiniões possam se manifestar, e não haja vantagens associadas a esta ou aquela. Por outro lado o pensamento é “não livre” se todos os argumentos de um lado da controvérsia são sempre apresentados de modo tão atrativo quanto possível, enquanto que os argumentos de outro lado só podem ser descobertos mediante uma procura diligente.

O ideal do pensamento livre, ao que se vê no universo contábil brasileiro…

Há pouco tempo tivemos a introdução no direito positivo brasileiro da Lei 11.638, que, pela propaganda oficial – incorporada e batalhada pela tropa de guarda – teria estabelecido que todas as empresas brasileiras estariam obrigadas (sic) a adotar um novo padrão contábil; internacional, diga-se.

Ao reivindicar o monopólio da opinião, as entidades de contabilidade tornaram-se um dos principais obstáculos à inteligência e à liberdade de pensamento, e isso de deve basicamente a alguns fatores: a) de que um “novo” contador precisa de uma “nova” contabilidade para crescer; b) propaganda oficial do pensamento único; c) patrocínio maciço a um sistema de cursos e eventos de opinião única; d) patrocínio extensivo a um sistema de educação destinado a fazer acreditar que não há espaço para proposições diferentes; e) desestímulo ao pensamento sistêmico e interdisciplinar (desde que oposto ao oficial); f) falta da proposição de debates estruturais sobre as opiniões divergentes.

Numa realidade paradoxal, diante daquilo que se verifica no universo contábil pátrio, vemos o filósofo Paolo Flores d’Arcais e o então cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, debaterem sobre a existência ou não de Deus (Deus existe?); noutra frente, o filósofo Mario Sergio Cortella e o psicólogo Yves de La Taille Deta, debaterem sobre moral e ética (Nos labirintos da moral); mas no meio contábil as entidades (de classe, sindicatos, universidades, …) não produziram qualquer debate sério de idéias entre opiniões diversas das suas – a oficial. (...)

URL: http://marcelosilva.wordpress.com/